nada do que eu digo ou escrevo é passível de fazer sentido.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Fahrenheit 9/11


É fato que a globalização torna-se cada dia mais intensa e que, dentro deste contexto, os Estados Unidos são o país que mais exerce influência em outros e o que mais se expandiu nas últimas décadas. A partir disso, podemos citar uma característica marcante da segunda fase do expansionismo norte-americano: o terrorismo. E, quanto a isso, é inaceitável que não citemos o atentado terrorista às torres do World Trade Center e ao Pentágono em 11 de Setembro de 2001. Sem dúvida, um fato de extrema importância para a formação histórica mundial, não só porque o país é uma potência em todos os sentidos, mas também pelas incoerências surgidas após as investigações do incidente e das pessoas envolvidas – sejam elas suspeitas, culpadas ou possíveis vítimas – e é em cima disso que Michael Moore produziu seu documentário: Fahrenheit 9/11.
Segundo o filme, existem fatos que tornam duvidosa a vitória de George W. Bush contra Al Gore. As pesquisas de diversos canais indicavam este último como o vencedor. Porém, após uma derrota inacreditável na Flórida, o que aconteceu foi o contrário. Além disso, nos meses anteriores ao atentado, o presidente Bush foi visto, por diversas vezes, realizando atividades de lazer em suas “férias”, quando supostamente deveria estar trabalhando para fortalecer a segurança do país o qual acabara de ganhar o direito de governar.
Após o atentado, o filme mostra que as medidas tomadas pelo governo são um tanto quanto discutíveis. A primeira delas foi evacuar todos os familiares de Osama Bin Laden do país, ainda que eles fossem a ponte mais próxima entre o FBI e seu principal suspeito. Outra questão discutida é a relação entre a família do presidente – bem como de pessoas próximas a ela –, com membros de famílias importantes da Arábia Saudita, incluindo a de Osama. Aprofundando ainda mais as investigações acerca desse jogo de interesses, Moore nos conta, em seu documentário, qual pode ter sido o real motivo para as invasões do Afeganistão em 2001 e do Iraque em 2003: proteger os interesses das indústrias petrolíferas estadunidenses. Segundo ele, o objetivo ao invadir o Afeganistão era propiciar a construção de um oleoduto. Quanto ao Iraque, vale lembrar também, que o país não oferecia uma ameaça concreta aos Estados Unidos e que as armas de destruição em massa, que este último acusou o primeiro de possuir, nunca foram encontradas.
O enfoque passa a ser, então, a guerra no Iraque. As mortes de milhares de civis – dentre eles crianças, idosos e mulheres – é justificada pelo objetivo “principal” de capturar os líderes da Al Qaeda. Por outro lado, o governo iniciou uma intensa campanha de incentivo aos jovens para que se alistassem – e assim, fossem mandados imediatamente para a guerra, já que contrariamente ao imaginado, os norte-americanos receberam resistências. No início, dizia-se que as famílias receberiam auxílio, assim como os filhos ganhariam um salário. Contudo, após algum tempo de conflito, as promessas de ajudas foram esquecidas e as família têm como recompensa a morte de seus filhos.
Este não é o primeiro documentário feito para criticar a postura do governo dos Estados Unidos da América e de Bush, principalmente, frente ao atentado de 11 de setembro. Muitos foram feitos para mostrar, especificamente, evidências de que o ataque foi uma fraude criada pelo Estado. Será este o primeiro presidente a planejar um ataque contra o próprio povo? E a população? Por quanto tempo se manterá apática? “Faça alguma coisa.” – última frase de Fahrenheit 9/11.
Por Isabela Martins Pompeu.

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