Saias de cetim, fitas com laço, pó de imaginação.
A cor da borboleta de pano varia — vermelha, amarela e azul
A mistura do verde, laranja e branco — a íris da minha formosa
Menina, criança, onça
Braba, falha, pálida
Pura de qualquer desarmonia,
Acesa ao lúgubre som das asas.
Mimosa flor, de maçãs raras, redondas e coradas
Lança-se sobre o mundo como a brisa matutina,
Aventura-se entre os ramos, meu pequeno macaco, que
De tão pequeno,
Quebrou-se em mil — adeus casulo.
Garota, jovem, amante
Determinada, errada, transformada
Imaculada de qualquer velhice,
Desmaiada em prantos do alvorecer...
Traga-me a certeza do crepúsculo incessante,
Das rodas de cirandas passadas,
Dos batons postos à boca recheada
De sonhos, ilusões, conquistas.
Pois não é mais cetim seu corpo frágil,
Tampouco borboleta.
És pedra composta por cores e dores
Do acordar.
Ó candura de minh’alma!
Perca-se em mim, transfigurada!
Brisa de minha noite, que há pouco chegou,
Tornar-se-á primavera
De quinze pontos
No meu único centro.
Cura-me, amor, de minha nostalgia — transforma-me na alvorada de seu crepúsculo, ó noite!
Pois sou o tempo — senhor do teu cetim
Sou a voz do seu eu — perdido,
A cor da borboleta de pano varia — vermelha, amarela e azul
A mistura do verde, laranja e branco — a íris da minha formosa
Menina, criança, onça
Braba, falha, pálida
Pura de qualquer desarmonia,
Acesa ao lúgubre som das asas.
Mimosa flor, de maçãs raras, redondas e coradas
Lança-se sobre o mundo como a brisa matutina,
Aventura-se entre os ramos, meu pequeno macaco, que
De tão pequeno,
Quebrou-se em mil — adeus casulo.
Garota, jovem, amante
Determinada, errada, transformada
Imaculada de qualquer velhice,
Desmaiada em prantos do alvorecer...
Traga-me a certeza do crepúsculo incessante,
Das rodas de cirandas passadas,
Dos batons postos à boca recheada
De sonhos, ilusões, conquistas.
Pois não é mais cetim seu corpo frágil,
Tampouco borboleta.
És pedra composta por cores e dores
Do acordar.
Ó candura de minh’alma!
Perca-se em mim, transfigurada!
Brisa de minha noite, que há pouco chegou,
Tornar-se-á primavera
De quinze pontos
No meu único centro.
Cura-me, amor, de minha nostalgia — transforma-me na alvorada de seu crepúsculo, ó noite!
Pois sou o tempo — senhor do teu cetim
Sou a voz do seu eu — perdido,
O futuro de tua íris — há muitas guardadas.

Nenhum comentário:
Postar um comentário