nada do que eu digo ou escrevo é passível de fazer sentido.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Àquela hermosa

Ouvi-a uma vez.

Assim como os sinos apenas tocam e ecoam,
Fixou-se no âmago de minha mente,
Ávida por mais daqueles momentos,
Seu sorriso solene.

Ouvia-a uma vez.

A ausência física é superada,
Se esta pequena marcada apresenta-se
— Tão cândida essência, ó Glória!
De forma a desanuviar a preocupação.

Pequena luz de vida,
Que me incendeia o coração — ainda agora sinto sua voz aos ouvidos,
Não se esqueça do Cerne — tua Virtude frutífera
O qual alimenta minh’alma:

Lembra-te, Formosa, dos Paraísos.
Pois esses não o seriam
Não fossem seus Sorrisos.

Ó Amabilidade,
Encantai-me uma vez!
Pois assim a ouvi, Beleza — inerente ao meu Espírito.

Não sei mais perder-me de ti, Carinho meu,
Porque uma só vez bastou-me
Para achá-la em mim


— E ali permanecer.
— Ouvi-a uma vez.

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