Perfeito para aqueles que amam o teatro e a capacidade de imaginar-se em cena
O Role-playing game (famoso RPG, traduzido como "
jogo de interpretação") é um tipo de jogo em que os jogadores assumem os papeis de personagens e criam narrativas envolventes e paralelas ao nosso mundo, ou até dele próprio, mas com uma vista mais imaginária. O progresso desse se dá de acordo com um sistema de regras predeterminado, dentro das quais os jogadores podem improvisar livremente. As escolhas dos jogadores determinam a direção que o jogo irá tomar, assim, cada participante tem o direito de mover, fazer a ação de seu personagem e alterar a ação de um outro integrante.
Os RPGs são costumam ser mais sociais do que competitivos, ao contrário do que pensam algumas pessoas que não gostam do jogo, pois une seus paticipantes em um único time, ou vários, para que se crie uma aventura para o grupo de 4 até 6 integrantes. Além dessa integração, raramente tem ganhadores ou perdedores, o que colabora a evitar brigas; isso o torna diferente de outros jogos de tabuleiro, de cartas, esportes, ou qualquer outro tipo de jogo. Como romances ou filmes, RPGs agradam porque eles alimentam a imaginação, sem limitar o comportamento do jogador a um enredo específico.
Este é um jogo pouco convencional, similar a um teatro; os atores (jogadores) recebem seu "script", o conjunto de suas ações, gestos e falas, com tudo o que suas personagens devem saber e são. Você interpreta uma personagem de ficção, seguindo o enredo definido em um roteiro, como falado acima. É também um jogo de estratégia, por outro lado, pois você está seguindo um conjunto de regras onde, para vencer, você precisa vencer desafios impostos por seus adversários (cada partida é única, já que é impossível prever seus movimentos durante o jogo).
Existem dois tipos básicos de jogadores muito bem definidos: O primeiro tipo é o jogador personagem, normalmente chamado apenas de "jogador", PC (Player Character, também conhecido como ‘char’) ou PJ (Personagem do Jogador). Esse jogador é aquele quem cria um personagem fictício seguindo as regras do sistema escolhido por seu grupo, e controlará esse mesmo personagem pelas aventuras do jogo (em alguns casos, jogadores podem controlar mais de um personagem simultaneamente, embora seja incomum).
O segundo tipo de jogador é o narrador, mestre ou GM (Game Master). Será ele quem criará a história e julgará as ações de todos os personagens do jogo. O narrador normalmente não possui um personagem próprio, mas controla todos os personagens não-jogadores da aventura (os que seriam os coadjuvantes da peça). Enquanto o jogador tem uma relação próxima com um ator de teatro, o narrador seria o diretor, quem define o cenário, figurantes, ambiente. Por isso, é aquele que deve conhecer as regras mais profundamente, e ser o mais experiente do grupo, normalmente seguindo um sistema de regras pré-determinado que o ajudará com os eventuais problemas e dúvidas que venham a surgir. Apesar do narrador seguir as regras de um sistema, ele pode quebrá-las, ignorá-las ou mudá-las em prol do andamento da partida, baseando-se para isso no seu bom senso.
Assim, por possuir várias facetas, regras e liberdade, o RPG deixou de ser exclusivamente um jogo de tabuleiro, passando para o mundo virtual que possibilita, juntamente da imaginação do player (jogador), maior aproveitamento do enredo jogado. Há nota de vários sites, templates, comunidades do orkut e, até mesmo, perfis de orkut que caracterizam jogos e as personagens. No caso dos sites próprios para os jogos, e comunidades criadas por grupos de amigos, há uma regra que prevalece para todos os integrantes; ou seja, há um mestre. Já os perfis têm a regra feita pelo jogador que, para melhor interação entre os chars e os próprios players, devem ser seguidas, bem como a história criada para a personagem. Logo, o RPG torna-se um dos mais conhecidos, mesmo que incomum, e querido (nem tanto por alguns) por jogadores de todo o mundo.