— Isso vai doer?
— Possivelmente.
— Mas você será delicado, certo?
— Olha, eu mentiria se dissesse que sim...
— Nossa! Então é assim que as coisas são?
— É porque eu preciso ser rápido, antes que alguém chegue e veja.
— Não precisa se preocupar quanto a isso. Temos todo o tempo necessário. Eu calculei.
— Calculou?! Quem calcula uma coisa dessas?!
— Ora, o que você vai fazer é simples, certo? Não precisa de tanta embromação, então cortamos os preparativos e partimos para a ação. E rápido, por favor, antes que eu mude de idéia.
— Não é tão simples assim! Além disso, se não tiver o que você chama de preparativo, não tem graça nenhuma!
— Já mudei de idéia.
— O QUÊ?! SEM ESSA! Você não me fez ficar nesse estado para depois dar fora. Que falta de consideração!
— Falta de consideração é você, que fica jogando na minha cara que nem vai se dar ao trabalho de pensar na minha dor!
— Mas você já sabia de todas as implicações do que estamos prestes a fazer. Aliás, foi você quem pediu.
— Posso despedir.
— Não, não pode.
— Posso, sim!
— Não pode, não!
— Não quero mais!
— Como assim, garota?! Eu não estou acreditando que estou no escuro, do jeito que estou, e NADA VAI ACONTECER! É brincadeira, certo?
— É sério, João. Sai fora!
— Tudo bem.
...
— AI, CARAMBA!
— Sem essa, Caroline! Não doeu tanto assim.
— Aham, tá bom! SUA VEZ!
— CACETE! QUE PORRA FOI ESSA, MULHER?!
— Foi o que você mereceu! Devia ter me avisado que ia puxar o papel com tudo! A cera já tinha secado!
— A minha também!
nada do que eu digo ou escrevo é passível de fazer sentido.
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
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