nada do que eu digo ou escrevo é passível de fazer sentido.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

O Pianista

O filme, passado na Segunda Guerra Mundial, mostra a conduta alemã com os judeus – estes, no filme, de origem polonesa. Há as restrições – como não poder mais usar praças públicas e até mesmo calçadas – o emblema da estrela de Davi, que marcaria os judeus, a divisão dos bairros dos cristãos e judeus, que tinham péssimas condições de saneamento, além de pouca comida e investimento, mesmo para os comerciantes mais influentes. Assim, afora divididos por religião, também se organizavam por classes sociais, os mais pobres residindo os guetos e tendo de roubar e matar para sobreviver. Logo precisaram reunir uma força policial judia para controlar o caos instalado no bairro – murado para que não houvesse contato com o exterior – o que colaborou para o controle do exército alemão.
Enquanto a Polônia esteve sob o domínio da Alemanha, sofrendo ataques constantes e ainda tendo o povo dividido, a guerra, de fato, fica declarada por causa dessa invasão no país – retratado no filme quando a família do pianista diz que precisavam sair de casa por ser nova zona da guerra entre poloneses e alemães. Inglaterra e França tornaram-se os Aliados, bem como os Estados Unidos – que realmente entraram no conflito após o ataque à Pearl Harbor –, enquanto o Eixo era formado por Itália, Alemanha e Japão.
A história não mostra os combates e invasões – como quando Hitler invadiu a França, sendo que uma parte foi dominada diretamente e a outra colaborou com os nazistas ou quando a Áustria foi anexada ao território alemão, na chamada Anschluss (união) – focando na hostilidade para com os judeus. Porém, não abordou sobre os campos de concentração, para os quais a maioria esmagadora da população foi levada e forçada a trabalhar, sendo cobaia de experiências ainda viva e morta nas câmeras de gás, fuzilada ou morrendo de doenças por causa das condições de vida.
Faltou comentar também sobre o Pacto de não agressão soviético e nazista, quebrado pelo último – a primeira perda do exército de Hitler, a batalha Stalingrado – que acarretou no contra-ataque de Stalin pelo leste Europeu, cercando o território conquistado pela Alemanha – os países Aliados vinham pelo oeste. Esta parte do contra-ataque apareceu no filme quando o soldado nazista que, ao final, ajuda o pianista, afirma que os tiros eram dos soviéticos do outro lado do rio, e que chegariam em breve para desocupar os nazistas da Polônia. Embora o final do filme apenas mostre a desocupação, a guerra só viria a acabar com a tomada de Berlim pelos Aliados – União Soviética foi a primeira a adentrar a cidade –, o suicídio de Hitler e o ataque norte-americano à Nagasaki e Hiroshima com as bombas atômicas. Além disso, o Tribunal de Nuremberg – que deveria ser compreendido na cena em que os soldados nazistas estão presos pelos soldados soviéticos – tratou de julgar os crimes contra a humanidade, menos das bombas atômicas.
Feito com a colaboração de Isabela P., Vanessa A. e Gabriela P.