nada do que eu digo ou escrevo é passível de fazer sentido.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Sem Saber


Sinto o peito apertado,
Acelerado e desperto.

Sonhei que ouvia
Entre as árvores da relva
O uivo de um lobo aflito;
Pensei que tivesse enlouquecido.

Sinto o peito apertado,
Acelerado e desperto.

Não sei se quero desvendar,
A nada pode levar um pressentimento,
Mas sinto que algo deixo passar,
Ao timbre daquele apelo.

Sinto o peito apertado,
Acelerado e desperto.

Talvez seja algo grande,
Forte e incessante;
Talvez seja um aviso,
Daqueles que não queremos.

Sinto o peito apertado,
Acelerado e desperto.

Talvez nada seja, não sei
- Ouvi o uivo de novo
Outra vez, não sei.

Novamente

Por tudo, seria tão errado amar?
Essa sensação não me abandona,
Por mais dolorida a realidade seja,
A esperança continua acesa.

Não compreendo porque o fim logo não chega,
Afinal, a desesperança me abala,
Mesmo que forçada pela razão,
E esta nos vê separados, como somos.

Eu queria mais nada cogitar,
Apagar-te de mim por inteiro,
Porque fútil desejo infantil não se torna.

Você lá, eu cá, nós em nenhum lugar.
Por mais dura, a verdade é esta e nada resta,
Apenas a maldita esperança de te ver



Novamente